Enfermeiros do município de São Luís realizam paralisação pelo cumprimento das 30 horas semanais

Os enfermeiros que atuam nas unidades municipais de saúde de São Luís realizaram paralisação de advertência na manhã desta segunda-feira, 3, em protesto pelo não cumprimento da Lei Nº 5.863/2014, que garante aos profissionais de enfermagem a carga horária de 30 horas semanais de trabalho. O movimento, organizado pela Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-MA) e Sindicato dos Enfermeiros de São Luís (SINDENF SLZ), aconteceu em frente à Secretaria Municipal de Saúde, no Parque Bom Menino, Centro.

Os trabalhadores exigem do Município o imediato cumprimento da Lei, que foi sancionada pelo próprio prefeito Edvaldo Holanda Júnior em 2014.

Os manifestantes permaneceram durante parte da manhã na frente da Secretaria, mas não foram recebidos pela secretária de saúde, Helena Duailibe. Eles seguiram em caminhada e interditaram por uma hora o trânsito na Avenida Cajazeiras, de onde seguiram em carreata até a frente da Prefeitura, na Praça Pedro II, com falas de lideranças e palavras de ordem.

No local, foi definida uma reunião com os vereadores Honorato e Umbelino para esta terça-feira (4), as 14:00h com a presença da Comissão de Saúde, SINDENF SLZ e CTB na Câmara. Na quarta-feira (5), às 9:00h, haverá outra reunião com a Secretária de Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores.

De acordo com Cleia Varão, dirigente do Sindenf-Slz, a paralisação visa a manutenção de uma direito já conquistado, e contra um retrocesso que pode prejudicar o atendimento à sociedade. “A carga horária de 30 horas semanais é uma luta nacional, que valoriza não apenas o enfermeiro, mas toda a população, que tem direito a um atendimento com profissionais submetidos a uma carga horária razoável, que lhe permita ter um horário de descanso e convívio social”, explicou.
Para o presidente da CTB Maranhão, Joel Nascimento, a Prefeitura deve fazer cumprir a que garante a jornada de 30 horas semanais a estes profissionais. “Como podemos aceitar o descumprimento de uma jornada que foi estipulada por lei devidamente aprovada na Câmara Municipal e sancionada pelo (próprio) atual prefeito?”, indagou Nascimento.

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